Noite de UFC
Uma noite antes de irmos
para Maragogi ia rolar aquela porradaria entre o Cigano e o Cain Velasquez que
o Cigano ganhou por nocaute. Na hora isso me remeteu aquela história de quando
eu fui ver uma luta entre o Wanderlei Silva e o Chuck Lindell em Santa Bárbara,
pois estávamos em uma cidade diferente procurando uma TV pra ver o pau comendo.
Marcamos com um amigo que estava em outro hotel mais grã-fino e fomos lá pra
poder ver a luta acreditando que um hotel mais caro iria ter uma assinatura do
canal Combate.
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| Em Maceió, a carne é "do sol" mesmo. |
Quando
chegamos lá não acreditamos quando vimos que o hotel só tinha TV aberta. Bateu
um certo desespero quando vimos que a luta estava pra começar e não tínhamos
onde ver. Resolvemos fazer o que era certo numa situação como essa. Saímos,
literalmente, correndo do hotel em busca de qualquer bar, restaurante, pocilga,
prisão, o que fosse, que tivesse transmitindo a luta ao vivo para podermos ver.
Lembrei da final da Eurocopa que queria ver quando estava no Vietnã e tivemos
problemas semelhante pra poder achar um bar.
Dez malucos correndo que nem
loucos pela cidade e nada de achar uma TV transmitindo a luta. Quando estávamos
próximos a desistir, ouvimos um grito do mais exaltado do nosso grupo e fomos
ver o que era. Sim, ele havia achado o nosso eldorado!!! Corremos feito loucos
pra poder ir ver a luta.
Maragogi
No outro dia fomos para Maragogi, uma reserva natural de corais em Alagoas. Cara, vi algumas fotos na internet e realmente fiquei maravilhado com o lugar. Maragogi era de longe o lugar que eu mais esperava visitar quando estava para ir para Alagoas. Se liga nas fotos aí embaixo.
Fomos lá e você não tem ideia.
Todos aqueles corais, aquela água azul, aquele céu... Nossa Maragogi foi uma...
uma... deixa eu achar a palavra certa.... Maragogi foi uma merda. Puta que
pariu, que decepção da porra. Primeiro que o lugar é CHEIO de gente, gente pra
todo lado e fazendo barulho. Comecei a nadar um pouco afastado do pessoal pra
ver se eu conseguia ver uns peixes e ainda assim tinha pouca coisa. Os poucos
peixes que haviam por lá eram sem graça e a diversidade era mínima. Nossa, que
decepção, acho que é hora de eu dar uma volta em Arraial do Cabo novamente...
Legal mesmo de Maragogi foi só
no caminho ir conversando com o guia da van. O bicho era engraçado e foi me
contando as história dele de como era a vida no interior de Alagoas há uns
vinte anos atrás. Diz ele que veio de um interior onde os principais utensílios
domésticos eram um par de cadeiras na porta, um fogão a lenha pra fazer comida
e um revólver no bolso pra qualquer eventualidade. Mas assim, com uma
naturalidade como quem te pede um copo d´água. Falou que a cidade dele era
terra sem lei mesmo e que ele passou uns dois anos assim sem nunca ter sido
preso. Eu, claro, perguntei:
| Única foto decente que bati de Maragogi.. |
- Mas a polícia, não te tomava
essa arma não?
- Ah, cara, trabalhador assim
eles não enchiam o saco não. Sabiam que eu era gente boa e por isso não me
perturbavam.
É, inversão de valores é conosco
mesmo. No interior de Alagoas, pai de família anda com arma no bolso e não se
fala mais nisso =)




1 comentários:
Nossaaa, minha opinião sobre Maragogi foi exatamente a mesma que a sua! O Google engana muito! Na época eu estava viajando de mochilão entre Alagoas e Pernambuco e foi de longe uma das praias que menos gostei!
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